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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Quem é Pedro Paulo Carvalho Teixeira, candidato de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016

(Clique nas imagens para ampliá-las e ler o conteúdo)

 1 - A parceria de Pedro Paulo com Eduardo Paes (ambos do PMDB) é longa e tem início quando este ocupava a Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá no primeiro mandato de Prefeito de Cesar Maia, no início da década de 1990. Seu perfil traz informações curiosas.



O print da tela é do ano passado (2014), ocasião em que ele tinha 41 anos de idade, dos quais teria dedicado 20 anos à vida pública. Consta, também, que teria trabalhado no mercado financeiro, onde adquirira experiência em gestão. Se ele começou a se dedicar à vida pública com 21 anos, quando trabalhou no mercado financeiro? Para mim, a dele parece mais a trajetória de um homem que pretende fazer da Política sua PROFISSÃO. Trajetória, diga-se de passagem, muito parecida com a de Eduardo Paes e alguns filhos de políticos com cargos públicos que, também, parecem enxergar na atividade política uma carreira profissional.

2 - Uma "entrevista" publicada em seu site sinaliza, também, para a imagem que Pedro Paulo quer fazer de si para o público eleitor, ao mesmo tempo em que reforça-nos a certeza de tratar-se de um político carreirista, que pretende fazer da vida pública sua profissão. Referindo-se ao desejo de tornar-se Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, justifica sua candidatura, em primeiro lugar, pelo fato das urnas representarem, para ele, o termômetro da qualidade de seu trabalho, como se outros políticos de atuação e qualidade duvidosa não fossem capazes de receber muitos votos. Em seguida, alega que a "união" entre Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo do Estado e Presidência da República não encontraria eco na Câmara dos Deputados e, por isso, postulava-se como alguém que lutaria "pelo nosso canto". Diz claramente, na segunda pergunta (imagem abaixo) "Eu me preparei para essa tarefa. Estudei, adquiri experiência e me dedico à vida pública com exclusividade" e coloca-se, por fim, como "vigilante e defensor incondicional dos interesses do Rio".  Ou seja, preparou-se para viver da Política! 



ENTRETANTO, sua atuação no Plenário do Congresso Nacional foi mínima, como se pode perceber:


2011: 




Presença: De 1/2/2011 a 1/3/2011.


2012:





Presença: De 19/6/2012 a 7/11/2012.


2013:





Presença: De 4/2/2013 A 6/3/2013.


2014 (ATÉ 12/1/2014. Em 21/04/2015, o site não disponibiliza o ano anterior): 





AUSENTE.


2015 (Até 21/04/2015):





Presença: 1 a 11/02/2015.


No curtíssimo período de exercício dos dois mandatos como Deputado Federal (eleito em 2010 e reeleito em 2014), apresentou 11 Projetos de Lei, um Requerimento de Desarquivamento de Proposições e uma Sugestão de Emenda ao Orçamento. Destes Projetos de Lei e Proposições:



3 foram apresentados em 2011;


6 foram apresentados em 2014;

2 foram apresentados em 2015.

Tenham em vista que, em 2014, ano de maior atuação, Pedro Paulo já pretendia tornar-se candidato à reeleição para o cargo de Deputado Federal. Além disso, podemos perceber que sua estratégia, junto a seus leitores (para dar alguma satisfação, afinal votaram nele) e os potenciais leitores ("vendendo" a imagem de bom candidato), foi a de exercer o mandato para o qual foi eleito no início e no final da Legislatura (2011 - 2014). Nesta Legislatura (2015 - 2018), parece estar fazendo o mesmo. 

Pense, agora, na situação dos seus eleitores: confiaram o voto para alguém que disse que estaria lá, no Congresso Nacional, defendendo os interesses do Rio de Janeiro E NÃO ESTÁ! Pouco esteve! "Ah, está servindo a seus eleitores atuando na Casa Civil da Prefeitura ou na Secretaria Executiva de Coordenação de Governo!" Desculpa, não convence. Se ele se candidatou na época em que JÁ ERA SECRETÁRIO DA CASA CIVIL, em 2010, poderíamos presumir que fosse SAIR DA CASA CIVIL para EXERCER SEU MANDATO PARLAMENTAR. Do contrário, não sairia candidato. Qualquer pessoa razoável faria esse raciocínio, que deveria ser feito, INCLUSIVE, pelo candidato. POR QUE, ENTÃO, SE CANDIDATOU À DEPUTADO FEDERAL SE NÃO PLANEJAVA EXERCER O MANDATO PARLAMENTAR? E atentem que Pedro Paulo faz isso pela segunda vez! O que pensar de alguém que diz que vai fazer uma coisa e faz outra? Que mentiu. 


3 - De acordo com o jornal Extra de 16/12/2014, Pedro Paulo é acusado de uso indevido de bens públicos. "O Ministério Público eleitoral propôs uma representação contra o parlamentar por conduta vedada aos agentes públicos em campanha eleitoral." Ele e Edimar Teixeira "teriam divulgado em redes sociais que obras em ruas do bairro Cosmo, na Zona Norte do Rio, seriam realizações deles.
A legislação diz que agentes públicos não podem usar bens do estado para beneficiar candidatos em campanha." 


Leia a matéria completa aqui: http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/deputado-pedro-paulo-acusado-de-uso-indevido-de-bens-publicos-14846957.html 


Em todo caso, parece que ele tem dificuldades em respeitar as regras do jogo democrático, além de ligar pouco para a questão de fidelidade partidária que tem a ver com coerência ideológica. Mas... Será que ele sabe o que é isso? Será que se importa com isso? Pelo visto, demonstra desprezo tanto pelas regras eleitorais quanto pela coerência ideológica.



Durante a última campanha eleitoral (2014), no Twitter, o usuário @thiagoherdy marcou o perfil do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro naquela rede social e questionou Pedro Paulo, que teria tentado obter os "louros" de uma obra da RIOLUZ. 




Desconheço se o Tribunal Regional Eleitoral do RJ (TRE-RJ) se manifestou a respeito disso. Pode ser que lideranças locais, com pretensões eleitorais, tentem colar sua imagem à de algum político que já esteja inserido na atividade pública. Agora, seria possível que os pleitos destas lideranças locais por serviços públicos para determinada região e/ou pessoa sejam "intermediados" por estes políticos já estabelecidos, de maneira que os dois possam conseguir dividendos políticos? 

Em finais de Outubro de 2015, Eduardo Paes, buscando dar visibilidade política à seu secretário preferido, DESAFIOU a Justiça Eleitoral, afirmando: "Está aqui o futuro prefeito do Rio, Pedro Paulo. Até que a Justiça Eleitoral me impeça, vou mesmo continuar pedindo votos". O TRE-RJ passou, solenemente, a batata quente ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O fiscal da Lei tomará alguma providência ou sentiremos cheiro de pizza ao forno?



Veja o "desafio" de Eduardo Paes à Justiça Eleitoral neste link: http://oglobo.globo.com/brasil/acusacao-de-agressao-abala-nucleo-politico-de-eduardo-paes-17939818 

Marcello Rubioli, coordenador da Fiscalização da Propaganda do Tribunal Regional Eleitoral, em entrevista ao jornal O Dia, publicada em 29 de Setembro de 2016, afirma que Pedro Paulo e Eduardo Paes são campeões em infrações à Lei Eleitoral. 


Leia a entrevista completa:
http://blogs.odia.ig.com.br/justicaecidadania/2016/09/29/apreendemos-um-trio-eletrico-diz-marcello-rubioli/ 

4 - Pedro Paulo, nas redes sociais, especificamente no Twitter, não mostra-se como uma pessoa que tenha equilíbrio e serenidade para militar na vida Política. Nos momentos em que é contestado, publicamente, seu comportamento oscila da ironia, sarcasmo e deboches até a mais completa deselegância e grosseria. Eis alguns exemplos. Se você não estiver acreditando que uma pessoa pública, Deputado Federal reeleito e Secretário Municipal de Coordenação de Governo tenha essa postura, confira, pessoalmente, nos links abaixo das imagens:







O exercício do poder por parte de alguém que trata seus interlocutores com arrogância e grosseria faz com que, as vezes, Pedro Paulo confunda-se um pouco. Provavelmente debatendo com Profissionais da Educação grevistas em 2013, Pedro Paulo, na condição de Secretário Municipal da Casa Civil pede respeito alegando que foi eleito. Uma das debatedoras, Rafaela Amaro (@rafasamaro) questiona, com propriedade: "O Sr. foi eleito para ser secretário da Casa Civil?" Pedro Paulo, naquele momento, de forma equivocada, falava como quem estivesse exercendo um mandato que, como vimos acima, pouco exerceu. Além disso, dá a entender que, pelo fato de ter sido eleito - ainda que para um cargo que, naquele momento, não exercesse (Deputado Federa) - lhe desse o direito de não ser cobrado com veemência no exercício de outro cargo.  




5 - No que diz respeito à Saúde Pública, Pedro Paulo acredita que as Organizações Sociais (OSs), trariam "melhoria no atendimento à população". PORÉM, a falta de médicos, os gastos excessivos das UPAs (geridas por OSs), profissionais de Saúde sem salários e a falta de materiais marcam a trajetória dessa opção de Política Pública de Saúde ineficiente, como se pode perceber, em mais detalhes,  por aqui: 
http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2011/11/pedro-paulo-secretario-da-casa-civil-da.html 
 
6 - Quanto aos Servidores Públicos, durante o período em que esteve à frente da Secretaria Municipal da Casa Civil, Pedro Paulo engambelava, tentava distrair os Servidores, enrolando-os (e muita gente acredita/acreditava em suas "historinhas"). Dizia que política de valorização da Prefeitura do Rio de Janeiro se dava através da Meritocracia, que não poderia melhorar os salários do funcionalismo porque a cidade necessitava de mais investimentos, paradoxalmente ao mesmo tempo em que afirmava que o momento exigia "prudência e responsabilidade". A verdade demonstra que a Prefeitura do Rio de Janeiro, com Pedro Paulo à frente de assuntos relacionados aos Servidores, OPTOU por uma política de meritocracia pouco clara, com critérios obscuros. Além disso, nos debates com os Servidores, OMITIU que houve AUMENTO NA ARRECADAÇÃO, que a Prefeitura praticou ISENÇÕES FISCAIS e que, entre 2008 e 2012, SOBROU DINHEIRO NOS COFRES PÚBLICOS. Veja em mais detalhes aqui: 
http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/07/podem-dar-ganhos-reais-aos-servidores.html 

7 - Pedro Paulo bate em mulher. Em 2010, agrediu sua ex-esposa, Alexandra Mendes Marcondes.



"O GLOBO também obteve os laudos dos exames de corpo de delito de Alexandra e de Pedro Paulo feitos no Instituto Médico-Legal (IML), que confirmaram que ela sofreu agressões."

Veja mais em: http://oglobo.globo.com/brasil/acusacao-de-agressao-abala-nucleo-politico-de-eduardo-paes-17939818 


Aqui, o Laudo:




Em 12/11/2015, de acordo com o site do jornal O Dia, Pedro Paulo teria dito: "Quando questionado se considerava normal as brigas com a ex, disparou: "Quem é que não tem uma briga, um descontrole, um exagero. Nós vivemos momentos de amor e ódio"." 
Veja aqui: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-11-12/pedro-paulo-minimiza-agressoes-a-ex-quem-nao-tem-uma-briga-um-exagero.html  

E aqui também: http://nao.usem.xyz/7vf5

Em 6 de Março de 2010, o ex-goleiro Bruno, que jogou no Flamengo, disse algo parecido: 

"- Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher? Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, xará. Quando a adrenalina está alta não tem lugar - afirmou."




Veja aqui: 

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2014/03/ha-quatro-anos-bruno-soltava-quem-nunca-saiu-na-mao-com-uma-mulher.html 

Ah... E não teria batido uma vez só na ex-esposa, como declarou.



Leia mais aqui: 

http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/11/ex-mulher-de-pedro-paulo-prestou-queixa-contra-ele-por-agressao-ja-em-2008.html

A reportagem da Revista Época divulgou, em 19 de Novembro de 2015, OUTRO CASO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA de Pedro Paulo. Para quem disse que foi "apenas" uma vez... 



"O novo documento foi registrado no dia 4 de agosto de 2010. Alexandra foi à 16ª delegacia de polícia da Barra da Tijuca para prestar queixa contra Pedro Paulo, com quem fora casada por sete anos e de quem se separara havia cerca de sete meses. Alexandra relata que Pedro Paulo a “ameaçava constantemente”, reforçando registro que ela fizera na Delegacia da Mulher em fevereiro daquele mesmo ano."

"Segundo o registro de ocorrência, que gerou o inquérito de número 016-08687-2010, Pedro Paulo “diariamente liga para a declarante (Alexandra) e para a mãe da mesma, dizendo que vai tirar a guarda da criança e que vai sumir com ela”. Alexandra disse aos policiais que Pedro Paulo foi até o prédio onde ela morava no dia anterior, subiu sem autorização e passou a chutar a porta do apartamento dela. Como Alexandra disse a ele que chamaria a polícia, Pedro Paulo foi embora. No dia em que o boletim de ocorrência foi lavrado, segundo o relato de Alexandra, Pedro Paulo voltou ao apartamento dela, chutou a porta e disse que “domingo, dia dos Pais, iria pegar a criança e sumir com ela”. Pedro Paulo só parou, de acordo com Alexandra, após a chegada dos seguranças do prédio."

Leia a reportagem completa aqui: 
http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/11/pedro-paulo-ameacou-sumir-com-filha-disse-sua-ex-mulher-policia.html 

A agressão foi admitida por Pedro Paulo:



Veja completo aqui: 
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/11/1702522-secretario-de-paes-admite-agressao-a-mulher-e-diz-que-episodio-foi-superado.shtml 

Em realidade, a violência parece fazer parte do cotidiano do Prefeito Eduardo Paes e das pessoas que o cercam, inclusive, claro, Pedro Paulo, seu predileto. O Blog do Felipe Moura Brasil, da Revista Veja, publicou em 19 de Novembro de 2015 um histórico de violências dos membros do gabinete do atual Prefeito do PMDB.



A reportagem aborda episódios de desequilíbrio e violência de Eduardo Paes, Pedro Paulo, Bernardo Fellows (subchefe de gabinete de Eduardo Paes), David Carlos Pereira Neto (subsecretário executivo, apontado como "braço-direito" de Pedro Paulo) e Alex Costa (secretário de Ordem Pública). Veja: 
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/a-prefeitura-macaranduba-da-cidade-olimpica/ 

8 - De acordo com o jornalista Fernando Molica, do Jornal O Dia - periódico que, diga-se de passagem, apoia abertamente a gestão de Eduardo Paes - Pedro Paulo já foi réu por homicídio culposo, além de ser, digamos, um pouco "esquecido" com suas contas. Em outras palavras, mau pagador. 





http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-11-10/pre-candidato-a-prefeitura-pedro-paulo-ja-foi-reu-por-homicidio-culposo.html


9 - E não é que o Pedro Paulo MENTIU até sobre sua formação acadêmica? E o fez tanto no site da Prefeitura do Rio de Janeiro, conforme nota do Fernando Molica no Jornal O Dia, como também no seu site pessoal. Disse que possuía Mestrado em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e, na verdade, não tem, como vocês podem ver aqui:




Veja: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-11-14/curriculo-de-pedro-paulo-apresenta-informacao-errada-no-site-da-prefeitura.html 

O site dele: http://www.pedropaulo.ecn.br/#Perfil


Já deu pra ver que não é um cara legal, né?

quarta-feira, 4 de março de 2015

Extinção de Serviços de Saúde na cidade do Rio de Janeiro

O Secretário Municipal de Saúde mandou a "letra" em Janeiro de 2015. A nota, pelo que acompanhei no jornal, não foi desmentida. E pelo visto, há rumores que possa concretizar-se, uma vez que "onde há fumaça, há fogo". 

Tenho a impressão que a atitude adotada pelo Secretário é semelhante a do marido que descobre que a traição de sua esposa acontece no sofá de casa e, para "solucionar" isso, resolve vendê-lo. Extinguir o serviço que não funciona não me parece a solução adequada, além de sinalizar uma dificuldade de gestão da própria Secretaria Municipal de Saúde, onde Daniel Soranz é o "servidor número 1". 

O que está impedindo que a Secretaria Municipal de Saúde solucione os problemas dos serviços que não estão funcionando direito? Não conseguiu, por acaso, identifica-los? Há quanto tempo essas dificuldades se arrastam? 

Em que medida as "inovações" agregadas ao serviço -  Organizações Sociais, SISREG, escolha de gestores - afeta o desempenho das unidades de saúde? 

Questões como eventual redução no quadro de funcionários (por aposentadoria, exoneração e doença) e insumos (dos mais baratos aos mais caros) para o dia a dia não entram nas avaliações da Secretaria? 

E o que a população usuária dos Serviços Públicos de Saúde, que tem vínculos de tratamento e afetivo com as eventuais unidades ameaçadas e seus servidores e funcionários, pensa a respeito? Não será consultada? E as experiências e vínculos emocionais dos servidores aí lotados, serão desprezados? 

A Prefeitura do Rio de Janeiro notabiliza-se por fazer espetáculo daquilo que considera "suas vitórias", suas grandes realizações, como um pavão exibido que se abre. Porém, ainda à semelhança deste, tem "o pé feio"; tem dificuldades gaves em lidar com seus limites, com seus problemas, com suas dores. Por que não falar, à população, dos problemas que levam ao risco a existência de determinados serviços de saúde? Não fica bem para os objetivos eleitorais de seus gestores com pretensões político-partidárias? 

Pretende-se imputar a culpa dos problemas de mau funcionamento dos serviços de saúde apenas aos Servidores? E notem que não isento os Servidores - com os quais quero/venho me ocupando cada vez menos - de suas responsabilidades. Quem vive o cotidiano do Serviço Público, em qualquer esfera, reconhece que estes tem, sim, parcela importante de responsabilidade frente aos problemas que enfrentam. Porém, existem questões Políticas, que são maquiadas de "técnicas", externas ao dia a dia de Hospitais, Postos de Saúde e Clínicas da Família que interferem, de maneira negativa, no funcionamento das unidades de saúde, estrangulando-lhes as possibilidades.

Que a População usuária dos Serviços Públicos de Saúde fique atenta; Que os Servidores não deixem de vigiar; Que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro - MPRJ​, como fiscal da Lei, também observe as movimentações da Prefeitura do Rio de Janeiro. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Saúde Pública da cidade do Rio de Janeiro, ontem e hoje


Karl Marx escreveu, certa vez, que os fatos e personagens do mundo ocorrem duas vezes, “a primeira como tragédia, a segunda como farsa”  . O Hospital Municipal Barata Ribeiro, da Mangueira, andou tão mal falado pela mídia, ultimamente, que resolvi fazer um garimpo nos jornais da época de sua fundação a fim de verificar como era visto e quais as expectativas que eram alimentadas quanto a seu funcionamento. 

Constatei que, assim como ocorre nos dias de hoje com as obras públicas, sua construção não foi barata. O articulista Álvaro Vieira, no Diário da Noite, disse que o hospital custou à municipalidade 25 mil contos de réis, considerando-0, mesmo, “o mais caro do mundo”  . Além disso, seria muito bem equipado, contando, até, com piscina de água quente para os tratamentos. Entretanto, estaria cheio de defeitos, de forma que os pavimentos inferiores alagavam quando chovia. Alguns elementos previstos em contrato – “ajardinamento, portões e raios de ferro”  – não foram entregues. Para terminar, a unidade estaria pronta desde Maio de 1945 e não havia sido inaugurada, o que ocorreu apenas em Janeiro de 1948.

Mas os nobres leitores podem se indagar: “O Hospital Barata Ribeiro ficou todo esse tempo parado, sem utilidade?”. Respondo-lhes que não. Ao menos em uma ocasião. Em Agosto de 1946, o ministro do Trabalho acatou a sugestão dada pelos organizadores do Congresso Sindical dos Trabalhadores do Brasil para que os congressistas fossem, aí, instalados, para a participação no evento . Se não podia funcionar como hospital, ao menos que servisse como albergue. Hoje, também dada à inatividade parcial de um andar da unidade (qual a culpa do SISREG nisso?), a Secretaria Municipal de Saúde deseja que o Instituto de Geriatria e Gerontologia Miguel Pedro (IGG) funcione aí . Álvaro Vieira menciona, também, o Hospital Abrigo Torres Homem, no seu artigo para o Diário da Noite. Um ano antes essa unidade teria “evacuado” seus doentes tuberculosos para receber pacientes de tifo e, até o momento em que ocupou as páginas do jornal nada havia sido feito. E o mesmo já havia ocorrido com outra unidade, o Pavilhão Clementino Fraga, preparado para receber o mesmo tipo de pacientes e permaneceu, também, vazio . Quantas unidades, nós, do século XIX, vimos sendo asfixiadas e fechadas desde o início da gestão de Eduardo Paes (PMDB) à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro? A cidade do Rio de Janeiro já perdeu:

1 – Hospital Central do IASERJ (Estadual);
2 – Instituto de Infectologia São Sebastião, no Caju (Estadual);
3 – Hospital Anchieta - Especialidade em ortopedia (Estadual);
4 – Maternidade da Praça XV (Municipal);

Estariam sendo desativados:

1 – Hospital de Curicica (Municipal);
2 – Hospital Sales Neto (Municipal);
3 – Instituto de Geriatria e Gerontologia Miguel Pedro – IGG (Municipal, sob a alegação de que entraria em obras).

Qual o horizonte da Saúde Pública na cidade do Rio de Janeiro? Onde vamos parar?

Leia mais sobre a Política de Saúde Pública de Eduardo Paes aqui:

1 - Eduardo Paes: Algumas razões para não votar nele nas próximas eleições

1.1 – Parte 1: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2012/01/eduardo-paes-algumas-razoes-para-nao.html 

1.2 – Parte 2: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/03/eduardo-paes-algumas-razoes-para-nao.html 

1.3 - Parte 3: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/08/eduardo-paes-algumas-razoes-para-nao.html 

1.4 – Parte 4: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2014/04/eduardo-paes-algumas-razoes-para-nao.html 

2 – Saúde Pública na cidade do Rio de Janeiro durante o mandato de Eduardo Paes: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2012/08/saude-publica-na-cidade-do-rio-de.html 

3 – Prontuário Eletrônico nas Unidades Municipais de Saúde do Rio de Janeiro: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2012/04/prontuario-eletronico-nas-unidades.html 

4 – Saúde Pública sob intervenção: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/12/saude-publica-sob-intervencao.html 

5 – Saúde da cidade do Rio de Janeiro melhorando?: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/11/saude-da-cidade-do-rio-de-janeiro.html 

6 – O Hospital Municipal Barata Ribeiro vive?: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/09/o-hospital-municipal-barata-ribeiro-vive.html 

7 – Sobre o Secretário Municipal de Saúde HANS FERNANDO ROCHA DOHMANN: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/06/sobre-o-secretario-municipal-de-saude.html 

8 – Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro – RIOSAÚDE: http://observatoriopolitica.blogspot.com.br/2013/03/empresa-publica-de-saude-do-rio-de.html 

sábado, 7 de abril de 2012

Desmobilização política dos servidores públicos da cidade do Rio de Janeiro

            Em Fevereiro deste ano, um amigo sugeriu a ideia de um Tuitaço dos Servidores Públicos da cidade do Rio de Janeiro pelo Plano de Cargos e Salários, promessa (ou compromisso, se você preferir) do atual prefeito Eduardo Paes, quando em campanha, em 2008. Confesso que a ideia já me ocorrera, mas fiquei reticencioso em sugeri-la, uma vez que não levei muita fé. Uso o Twitter desde as eleições presidenciais de 2010 e, de lá para cá, não vejo essa ferramenta sendo usada pelos Servidores da cidade na defesa de suas ideias e pontos de vista. Mesmo assim, topamos a empreitada.
O primeiro foi realizado em Fevereiro mesmo (27/02). Nele, conseguimos fazer um “barulho” bacana que nos surpreendeu. Em torno de 700 mensagens, se não me falhe a memória, com a tag #PlanodeCargoseSalários e outras tantas menções a conta do prefeito no microblog “@eduardopaes_”. Organizamo-nos com mais vigor para o segundo. E valeu a pena! Várias personalidades, do mundo das artes, do jornalismo e da política, assumiram nossa causa e engrossaram o coro conosco[1]. O prefeito Eduardo Paes, em retaliação às centenas de mensagens que recebeu, bloqueou o acesso de alguns de nós à sua conta. Não conseguimos fazer com que as mensagens cheguem a ele. Nem todos foram bloqueados, mas muitos de nós.
Lembro-me de ter lido diversas mensagens empolgadas dos participantes dizendo que gostaram de participar, que se sentiram satisfeitos e que, até, propunham que os Tuitaços fossem diários. Nossa empolgação estava num crescente. Organizamos o 3° Tuitaço. Os apoios que mencionei continuaram ao nosso lado, mas eis que, para meu espanto, a adesão, por parte dos servidores, foi mínima. Recordo-me que, nos dois primeiros, muitos alegaram pouca familiaridade com o microblog. Por isso, organizamos um tutorial onde, além de disponibilizarmos um vídeo do youtube ensinando como usar o Twitter, sugerimos modelos de mensagens[2]·. Quem se dispusesse a gastar 15 minutos de reflexão na leitura do artigo estaria na posse de conhecimentos suficientes para utilizar-se da ferramenta virtual. Nem assim...
Sinceramente, não quero acreditar que os Servidores da cidade do Rio de Janeiro calaram-se por causa do 14° salário que receberam neste mês de Março. Também não quero acreditar que alguém tenha alimentado a expectativa de que conseguiríamos fazer com que o prefeito Eduardo Paes, que em tempo algum manifestou boa vontade com os Servidores desta cidade (apenas em discursos de ocasião), fosse conceder o tão desejado Plano de Cargos e Salários de TODOS os servidores! Os servidores, no espaço de um mês, me deram “um gostinho de mobilização” na boca. Será que passou? Sinceramente, espero que não. Mas o que será que aconteceu então? Gostaria de ter todas as respostas, mas não as tenho. Tenho apenas alguns palpites... A tomar pelo número de servidores que se manifestaram pelo Facebook[3], nos dois grupos aí existentes que tratam dos assuntos de seus interesses, a adesão podia ser muito maior.
Às vezes eu fico pensando se o Servidor Público, de maneira geral, aceitou (ou conformou-se) com a precarização do Serviço Público que os governantes tem promovido ao longo dos últimos anos. Mesmo um observador pouco atento consegue perceber a maré crescente da Privatização assombrando a gestão pública, seja na presença de Organizações Sociais, seja na presença de empresas prestadoras de serviço. Os defensores do Estado mínimo desejam desmontar o Serviço Público por dentro, minando o ânimo de seus Servidores, com uma política salarial pífia e péssimas condições de trabalho, pelas limitações que a falta de verbas/recursos impõem a realidade de quem trabalha.
Além de ter “aceitado” essa precarização, ao invés de reivindicar as melhorias necessárias para o bom funcionamento da sua atividade profissional, muitos servidores lançam mão de “estratégias” para compensarem a desvalorização vivida. Assim, buscam na iniciativa privada, ou mesmo na esfera pública (através de concurso ou contrato), uma segunda atividade remunerada, nem sempre compatível com a atividade desempenhada inicialmente. Assim, por exemplo, o servidor administrativo tem sua carga horária reduzida ilegalmente para buscar fora a complementação de renda. E por que isso acontece? Por que não é cobrado por suas chefias imediatas ou administradores/diretores? Porque, muitas vezes, mesmo estes estão vivendo esta situação. Em última análise, o Servidor passa a tomar o Serviço Público como “bico”, como o local onde ele pode se ausentar a qualquer momento sob qualquer razão, ou mesmo “poupar suas energias” para a atividade que desempenhará no segundo momento do dia, em outras palavras, “morcegar”. Passa, por isso mesmo, recibo, para esse processo de desmonte, uma vez que se omite, diante das dificuldades vividas no cotidiano do Serviço Público. Será que o exemplo mencionado é inverossímil?
Outros servidores, com postura diversa da mencionada acima, procuram cumprir seus deveres dentro das possibilidades existentes, possibilidades muitas vezes desestimuladoras ao extremo, porque restringidas pelas carências/limitações a que o Serviço Público vem sendo submetido nos últimos tempos. Assim, ao invés de reivindicarem melhorias para o funcionamento normal de suas atividades, procuram dar “jeitinhos”, num esforço de adaptação às péssimas condições a que está submetido. Costumo dizer para os amigos servidores que, se a cada piora nas condições de trabalho, eles derem um “jeitinho” de absorverem o impacto dessa piora, a situação não vai melhorar nunca. O “jestor” (com “j”, de propósito, para destacar o mau superior hierárquico, seja o prefeito, seja o chefe imediato), com a repetição das precarizações, vai percebendo que os Servidores conseguem “adaptar-se” a condição adversa. Dessa maneira, não vai se preocupar em buscar alternativas de melhora para as dificuldades operacionais que afetam os Servidores. 
É urgente que o Servidor Público, de maneira geral – e o Servidor Municipal, de maneira específica –, crie uma cultura de reivindicação, tanto por melhorias salariais, quanto por melhoria de suas condições de trabalho. Que possamos deixar de lado a “indignação” que se restringe apenas às rodas de conversa dos Servidores, ou aos ambientes virtuais, pela internet, e materializemos, com atitudes concretas, a luta por uma realidade melhor. No momento em que existe o desejo forte do desmonte do Serviço Público, promovido por políticos comprometidos com políticas (neo)liberais de minimização do Estado, bem como por empresários interessados em explora-lo (no pior sentido do termo), vemos, por outro lado, o fracasso destes modelos de gestão. As terceirizações, por Organizações Sociais ou não, vão dando mostras públicas, de suas limitações e, principalmente, suas más intenções na gestão pública[4]. Está mais do que na hora de que cada Servidor assuma suas responsabilidades CIDADÃS e dê exemplo, como bom profissional, e cobre, exija e lute por melhorias em suas condições materiais de trabalho e de vida/sobrevivência, através do empenho por um Plano de Cargos e Salários.


[1] Apoios ao Tuitaço dos Servidores da cidade do Rio de Janeiro pelo Plano de Cargos e Salários. Disponível em: http://planodecargosesalariospcrj.blogspot.com.br/2012/03/apoios-ao-tuitaco-dos-servidores-da.html Último acesso em 29 de Março de 2012.
[2] Tuitaço dos Servidores da cidade do Rio de Janeiro Disponível em: http://planodecargosesalariospcrj.blogspot.com.br/2012/03/tuitaco-dos-servidores-da-cidade-do-rio.html Último acesso em 29 de Março de 2012.
[3] Servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.facebook.com/groups/337334349620163/ Com 347 membros. SERVIDORES MUNICIPAIS DO RJ. Disponível em: http://www.facebook.com/groups/servidoresdomunicipiorj/ Com 1540 membros. Último acesso em 29 de Março de 2012. Somados os dois, aproximadamente 120 pessoas manifestaram-se dizendo que participariam do Tuitaço.
[4] TCM acha prejuízo de milhões de reais em contratos na Saúde do Rio. Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/04/tcm-acha-prejuizo-de-milhoes-de-reais-em-contratos-na-saude-do-rio.html Último acesso em 06 de Abril de 2012 e Vereadores suspeitam de ligação entre Locanty e empresa que a substituirá. Disponível em: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/04/02/vereadores-suspeitam-de-ligacao-entre-locanty-e-empresa-que-a-substituira/ Último acesso em 06 de Abril de 2012.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Prontuário Eletrônico nas Unidades Municipais de Saúde do Rio de Janeiro

Em 5 de Fevereiro de 2011, deparei-me com uma notícia que me chamou atenção. Em se tratando de Prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão de Eduardo Paes, essa notícia só poderia ter sido veiculada pelo Diário (Extra)Oficial do município, o jornal O Dia. Informo que ela não está mais disponível na internet. Os motivos só podem ser esclarecidos pelos editores do jornal. Ah... Vocês devem estar se perguntando se, um ano e dois meses depois, as Unidades de Saúde da cidade do Rio de Janeiro já dispõem da tecnologia noticiada, não é? Pois bem... o prontuário eletrônico não chegou. Será que vai chegar mesmo? Quando? Precisa puxar a cadeira para esperar?


quinta-feira, 8 de março de 2012

Algumas reflexões sobre o Tuitaço dos servidores da cidade do Rio de Janeiro pelo Plano de Cargos e Salários

1 – A adesão por parte dos servidores municipais neste segundo Tuitaço foi maior que o primeiro (realizado dia 27/02);

2 – Conseguimos captar a adesão/apoio de políticos, jornalistas e artistas (Ver: http://observatoriopolitica.blogspot.com/2012/03/apoios-ao-tuitaco-dos-servidores-da.html ). Esse apoio não pode ser desprezado. Se esfriarmos, cairá no esquecimento deles. Sinceramente, não achei que fôssemos tão longe. Mas já que conseguimos...

3 – Notei que algumas pessoas não familiarizadas com o Twitter mandaram poucas mensagens. Temos que reforçar a lógica de que o Tuitaço é o envio massivo de mensagens sobre um determinado tema. No dia que conseguirmos emplacar nossa tag #PlanodeCargoseSalários ganharemos ainda mais visibilidade. Uma amiga, familiarizada com “campanhas pelo Twitter”, sugeriu que tentássemos inserir essa tag no corpo da mensagem, e não no início ou no fim daquilo que escrevermos. Disse que aumenta as chances de aparecer entre os assuntos mais comentados do Twitter no momento;

4 – Pela não familiarização de alguns com o Twitter, assim que divulgarmos o próximo, devemos fazer duas coisas:
                        4.1 – Colocarmos um vídeo tutorial do youtube sobre como usar o Twitter;
                        4.2 – Listarmos algumas mensagens modelos que podem ser enviadas ao prefeito, aos nossos contatos ou a famosos (políticos, jornalistas, jornais, artistas);

5 – Acho que podemos tentar fazer duas vezes ao mês, para termos tempo de divulgação. Devemos fugir da quarta-feira por causa do futebol. Quinta também tem jogos, às vezes. Acho que o dia ideal será as terças. Não tem futebol (para gerar assuntos mais comentados) e está relativamente longe do fim de semana. Ah, fui eu quem sugeriu que fizéssemos nesta última quarta;

6 – Concordo com o Marco Antonio Nicolau quanto ao despropósito de expressões como “Fora Paes” ou “Paes nunca mais” neste momento. Nosso objetivo, naquele momento, era sensibilizar o prefeito, seus secretários e a Opinião Pública pelo nosso Plano de Cargos e Salários. Eu não sou eleitor do Eduardo Paes, nem nunca serei, não tomem isso como defesa do prefeito. Manifestações deste tipo tem lugar em outros momentos, não no de reivindicações por melhorias para os servidores.

7 – Concordo com o Marco Antonio Nicolau quando aponta, como estratégia para visibilidade de nossa causa, o discurso de algum vereador na tribuna da Câmara dos Vereadores, mencionando a promessa eleitoral do prefeito, os tuitaços realizados e o apoio público que eles receberam, além da indiferença do prefeito quanto a essa manifestação. Vale mencionar até o fato dele ter bloqueado, no Twitter, alguns de nós;

8 – Assinalo, de maneira lastimável, a postura do prefeito em bloquear-me, bem como ao Marco Antonio Nicolau no Twitter. Faltou espírito democrático por parte do alcaide. Intolerância a crítica não faz bem para o homem público com responsabilidades públicas. Quem acompanha-o pelo Twitter (bem como ao Governador) já notou que eles repercutem apenas assuntos elogiosos. Quando muito, em momentos que o interessam (FUNPREVI) o prefeito dialoga/debate com aqueles que o escrevem, para defender seu ponto de vista. Por que não o fez agora? Ignorar mais de 800 mensagens da primeira vez e mais de 2 mil neste segundo tuitaço não é postura de um homem de responsabilidades sociais. Enquanto prefeito, ele tem a obrigação de responder aos servidores/cidadãos, eleitores seus ou não, simpáticos ou não à sua administração.